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sábado, 1 de julho de 2017

Interrogação ou Ponto Final?






Às vezes me pergunto qual o melhor caminho

Se estou fazendo as coisas direito

Ou por que não estou.



Como eu deveria fazer?

Devo seguir a minha vontade

ou aquelas externas a mim?

Qual a linha que divide

o amor-próprio do egoísmo?

Até que ponto posso estar aberta

sem que eu acabe sendo invadida?



O que fazer quando um lado da moeda

vai partir seu coração

e o outro

o meu?



Não se trata de extremos

pelo contrário

É como se um passo em falso

pudesse cruzar fronteiras

capazes de determinar

de repente,

irremediavelmente,

todo o curso desse rio

que não sabe se estende seu leito

ou deságua no mar.



O medo do que pode ser

do que não pode ser

e do que pode não ser…


Como escolher?


Será que é questão de escolha?


Às vezes me pergunto qual o melhor caminho

será que é só uma desculpa

para usar a interrogação

em vez do ponto final?



Ou questionar foi só uma maneira

um tanto desesperada

de pensar que ainda há um outro lado,

que ainda há algo do lado

de fora

que resgate o que não há

por dentro?

sexta-feira, 23 de junho de 2017

VLOG | Minas Gerais - Parte IV

Oi :)


O último dia da viagem a Minas Gerais foi quando finalmente parei pra ver a tão esperada Beagá.



Igreja São Francisco de Assis - Conjunto Arquitetônico da Pampulha


Visitamos a Feira de Artes e Artesanato da Avenida Afonso Pena, mais conhecida como Feira Hippie, que abre aos Domingos, e é enorme, com artigos de decoração, vestuário, acessórios, pintura, artesanato, e até comida. Dá pra passar facilmente horas e horas ali e torrar o dinheiro todo do mês (risos). É uma pena que eles não gostam que filmem ou fotografem.


Depois fomos do Mercado Central de Belo Horizonte, que também tem uma infinidade de coisas, seja decoração, roupas, acessórios, artesanatos, artigos em madeira e comida, com destaque para os queijos e as cachaças. Falando em cachaça, tem um corredor que fecha só com as pessoas degustando as bebidas e praticamente fazendo uma festa. O tempo estava curto e precisamos correr um pouco pra poder olhar tudo a tempo, então acabei não filmando lá.

Mas demos uma volta pela cidade de ônibus e nossa última parada foi no Conjunto Arquitetônico da Pampulha, um lugar lindo e calmo, sendo que ficamos especificamente na parte da Igreja São Francisco de Assis (o local é enorme e levaria um bom tempo pra se ver tudo. A igreja é linda e foi projetada por Oscar Niemeyer, mas só pudemos vê-la por fora - pois estava fechada - o que ainda assim, valeu a visita.

Depois foi a hora de darmos tchau - ou até logo - a Belo Horizonte e a Minas Gerais e voltar pra Bahia. Voltar pra casa é sempre bom, mas ficou a saudade e um gostinho de quero mais.


Claro que tem um vídeo nostálgico desse dia, pois só trabalho com imagens.

Espero que gostem!




quarta-feira, 1 de março de 2017

VLOG | Minas Gerais - Parte III (Congonhas e Tiradentes)

Olá, tudo bem?

Essa é a terceira parte do vlog de viagem a Minas Gerais, onde visito as obras de Aleijadinho em Congonhas e sigo pra conhecer um pouco da cidade de Tiradentes.


Começando por Congonhas, as obras de Aleijadinho estão dispostas num conjunto arquitetônico que consiste na Basílica de Bom Jesus de Matosinhos e seis capelas dispostas à frente da Basílica, no Jardim dos Passos.

(Vista da Cidade de Congonhas)
(Vista da Cidade de Congonhas)



Na Basílica encontram-se as famosas esculturas em pedra-sabão dos Doze Profetas, as quais ficam ao ar livre, no pátio frontal da Basílica. Quando visitei o local, a Basílica estava em reforma, então não foi possível acessar a parte interior, além disso, infelizmente, as fotos da fachada não ficaram tão belas, mas acontece, né?


(Basílica de Bom Jesus de Matosinhos)


(Um dos doze Profetas de Aleijadinho)


As seis capelas do Jardim dos Passos são todas parte da obra Via Sacra, na qual as esculturas em Cedro Rosa representam as passagens dos momentos da Santa Ceia até a crucificação de Cristo. A própria disposição das capelas remontam a ideia da Via Sacra, uma vez que as capelas são posicionadas numa espécie de zigue-zague, numa referência ao modo como Cristo cambaleava ao percorrer o caminho com a cruz.

(Mapa do conjunto arquitetônico, com a Basílica de Bom Jesus de Matosinhos -ao topo- com o Jardim dos Passos e suas seis contendo as obras da Via Sacra)


Tiradentes é um lugar lindo, que dá vontade de ficar por uma semana e se desligar da vida caótica, das tecnologias todas, colocar uma cadeirinha do lado de fora, sentar com uma caneca de café e ficar olhando as pessoas. Pelo menos foi a sensação que tive na única tarde que passei por lá.
 
A começar pelo tempo que fazia quando fui lá: um friozinho gostoso, agradável, um céu nublado e toda aquela calmaria pós-chuva que eu amo. Tiradentes é uma cidade histórica, como outras que visitei em Minas, mas com algum diferencial que me encantou. As construções tem uma aparência mais simples, porém mais charmosa ainda. Ao menos aos meus olhos. Não posso deixar de citar as casas que, em geral, são todas brancas, mas com o detalhe das molduras das portas e janelas coloridas.





Sem falar nas serras que rodeiam o município, que me fizeram me lembrar a todo o tempo que eu estava realmente em Minas, em especial a Serra de São José, que estava coberta de neblina e emoldurava lindamente a paisagem.


O Artesanato é uma forte característica de Tiradentes, onde se pode encontrar artigos de moda, decoração, acessórios, móveis, entre outros. Dá para passar bastante tempo visitando as lojinhas de Arte.  Enquanto se anda de loja em loja, vez em quando se vê as também charmosas charretes coloridas que vêm e vão pelas ruas.

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Como se não bastasse, já perto da hora de ir embora, passei por uma praça onde tinham palhaços brincando com crianças, casais passeando e um artista tocando violoncelo. É ou não é para amar? Não sei se é romantismo demais da minha parte, mas cada detalhe me fez sentir acolhida e cair de amores por Tiradentes.





terça-feira, 8 de novembro de 2016

VLOG | Minas Gerais - Parte I (Inhotim)

Olá, pessoas, tudo bem?

Eis aqui o primeiro de quatro vídeos sobre a minha viagem a Minas Gerais esse ano.

No primeiro dia, cheguei no Aeroporto de Belo Horizonte e segui de Ônibus direto para Brumadinho, onde fica o Instituto Inhotim.

O Inhotim é um complexo artístico considerado um dos mais importantes acervos de arte contemporânea do Brasil e o maior acervo de arte ao ar livre da América Latina. Conta com obras assinadas por nomes nacionais e internacionais, a maioria delas convidando os visitantes a se experimentarem, interagirem e deixarem sua imaginação e criatividade fazerem o trabalho interpretativo.

Além disso, todo o investimento na flora do local e no trabalho de paisagismo fizeram com que o Inhotim entrasse para a Rede Brasileira de Jardins Botânicos (RBJB).

Sem falar no aspecto arquitetônico, que também é um dos fortes do Inhotim.













segunda-feira, 12 de setembro de 2016

RESENHANDO: "Um Conto Chinês"




“Un Cuento Chino” (lançado no Brasil como “Um Conto Chinês”) é um filme Argentino de 2011, escrito e dirigido por Sebastián Borensztein, tendo como protagonistas Ricardo Darín, Ignacio Huang e Muriel Santa Ana.

Na história, Roberto (Ricardo Darín) é um personagem sério e mal humorado que vive sozinho na maior parte de sua vida e passa a maior parte de sua vida se queixando de sua vida. Muitas vezes é visitado por Mari (Muriel Santa Ana), que o ama, mas não é correspondida. Tudo isso faz com que o espectador veja Roberto com maus olhos, mas aos poucos, se percebe que tudo tem uma razão.



Imagem via: Guia da Semana
A sua vida solitária tem um fim quando ele encontra com Jun (Ignacio Huang). Jun estava em um bote num lago na China com sua futura noiva. Quando ele foi buscar as alianças para lhe propor casamento, uma vaca cai “do céu” em direção ao bote e acerta sua namorada, que acaba morrendo. Jun havia chegado a um porto da Argentina tentando encontrar seu “tapuo” (modo como ele chama seu tio), mas acabou perdido, sem saber falar nenhuma palavra em espanhol. Um dia, quando Roberto almoçava no capô de seu carro, avistou o chinês sendo expulso de um taxi e vindo lhe pedir ajuda.

Roberto tentou lhe ajudar, mas toda informação que tinha era um endereço que Jun tinha em seu braço como tatuagem e que levava a uma loja que era de seu tio, mas que tinha sido vendida a um argentino que não sabia informar o paradeiro de seu “tapuo”.  Depois disso, Roberto manteve o chinês em sua casa enquanto procurava por sua família.

Ainda que nenhum dos dois homens falasse a língua do outro, eles tentavam se comunicar através de gestos e olhares. Com o passar dos dia, é possível perceber que Roberto tem um passado sofrido e que não é tão frio por dentro quanto parece ser por fora. A memória de seus pais, já mortos, está sempre consigo, assim como em Jun está a memória de sua noiva. Esse sofrimento é um ponto comum a esses dois homens tão distintos e acaba sendo uma ligação entre essas duas vidas. Uma das ligações, aliás, já que Mari é outra importante conexão, já que ela acaba conhecendo Jun e incentivando Roberto a ajudá-lo, mesmo quando o anfitrião tem vontade de desistir da ideia.


Imagem via: Pragda

A medida que o filme vai passando, é possível perceber que, por trás da pele, há muitas coisas que os indivíduos carregam consigo e que não se podem ser vistas com um simples olhar com os olhos, mas com um cuidadoso olhar com o coração. Se uma apreciação adequada, não se poderia notar, por exemplo, a profunda tristeza nos olhos de Roberto, o desespero em cada gesto de Jun, e a desolação por trás do sorriso de Mari.

O filme mostra que há sentimentos que são comuns a todos os povos, que nos fechar conosco mesmos não evita que soframos mais, e que, quando abrimos nossas almas ao mundo, podemos ver que não estamos sós. É uma história que, no começo, chega a cair numa comédia projetada sobre a tragédia e o absurdo, mas que se mostra algo muito mais profundo, um doce olhar sobre os sentimentos humanos meio os absurdos da vida.